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terça-feira, 9 de agosto de 2011

sobre cães e a imagem que queremos (ou não) passar

E aí, gentem, tudo bem? Como vocês estão? Tudo certo aí? Bah, legal.

Eu tô bem... bem filosofante.
Vou contar minhas constatações de hoje. 
Então. Como estou andando direto de ônibus, observo a cidade com muito mais atenção, filosofo e aproveito o tempo de uma maneira diferente. E, por mais observadores que possamos ser, não conseguimos ter esse tipo de atenção enquanto motoristas. Posso dizer que sou uma pessoa muito mais legal por voltar a usar o transporte público, posso??? :D

Com meus olhinhos observadores, passei hoje por um outdoor com a propaganda da exposição dos Dinossauros da Patagônia, que tá rolando no Barra Shopping. Aí fiquei analisando os elementos do cartaz: nele continham informações como data e localização da exposição, valores, um fóssil de tiranoussauro (até aí, tudo certo) e, que tal?, UM CACHORRO.
Um cachorro no poster de promoção de uma exposição de dinossauros. 
Pensando racionalmente... o que isso tem a ver com  aquele cão, não é mesmo? 

Fiquei então tentando imaginar o cartaz sem o cão. Não ficaria tão simpático. O cão, que nada tem a ver com o dinossauro, fez com que eu tivesse mais interesse na exposição em si. O cão, que é uma criatura que desperta simpatia na maioria de nós, humanos, foi utilizado certamente como uma ferramenta - a simpatia despertada por ele faz com que olhemos com mais simpatia também para aquilo que querem nos vender. Espertos! Agregam as características do cão a outro produto. Reparei isso em propaganda de carro também. Não me lembro qual era a marca ou modelo, mas na cena final da propaganda aparece um canino sentado no banco do motorista, com as patinhas no volante. O carro ficou muito mais simpático pra mim.
Outra coisa: vocês já notaram que as pessoas se aproximam ou sorriem com mais facilidade quando estamos passeando com um cão? E, pensem bem, elas se aproximariam do mesmo jeito se estivéssemos sozinhos? Não. Quem tem cão, e passeia com ele de vez em quando, sabe do que estou falando.
Vejam bem, às vezes isso nem é consciente. Acho até que, na maioria das vezes, não é.


Poderia ir mais fundo nesse pensamento e questionar: que outros elementos agregamos ou afastamos da nossa imagem para passar algum recado? Outra pergunta: às vezes colamos alguma imagem à nossa, mesmo que ela não tenha nada a ver conosco (como fez a exposição dos dinos), para que sejamos mais ou menos aceitos?

quinta-feira, 30 de junho de 2011

um texto, em linhas tortas, sobre karma e outras desculpas

Então, eu tô fazendo um curso muito legal no centro, e a aula de ontem foi com uma psicóloga.

Tá, assim ó, só pra vocês entenderem: o curso é de Gestão, para nível tático e tal. Eu resolvi fazer porque, além de ter me interessado muito pelo conteúdo abordado, eu preciso aprender a ser chefe. Líder. Tipo, EU PRECISO. Porque eu já sou chefe há dois anos, mas às vezes eu acho que eu não sei ser chefe, entendem?

Mas nem é disso que eu queria falar. Peraí. Vou tentar escrever linearmente. É que, na verdade, pra mim, é mais confortável escrever como se eu estivesse falando direto. Mas aí o texto fica assim, meio misturado. E aí ninguém entende bem o que eu quero dizer e onde quero chegar porque eu tenho preguiça de utilizar técnicas avançadas de redação (oi?). E aí, quando isso acontece, eu sempre ouço a voz do meu pai  dentro da minha cabeça dizendo Paula, por favor, pensa antes de falar, porque desse jeito não se entende nada.

Enfim, eu queria era falar sobre a frase que eu ouvi no debate de ontem, nesse curso.
Eu nem vou explicar muito o contexto, mas foi o seguinte: um colega falou pra turma sobre algumas dificuldades no trabalho. E, depois de reclamar e reclamar, ele classificou aquilo tudo como Karma. Aí a psicóloga, que é toda meio louca e legal e olha a gente bem dentro do olho numa distância máxima de um centímetro do nosso nariz, falou o seguinte: o karma pode ser queimado com o fogo da sabedoria!
Moohhh, que bonito! Ai, tá. Gerei muita expectativa em torno da frase, né? Vocês estavam esperando algo direto do Freud?  Ou do Schopenhauer? Nananana... Tá, mas o que ela quis dizer foi o seguinte: tu pode transformar isso que te incomoda em algo que te eleve. Basta encarar com outros olhos! Mas... o que é encarar com outros olhos?

Conversando sobre isso com a Dê, ela lembrou de um documentário (do qual não lembrou o nome) que dizia que a gente é biologicamente programado pra seguir um padrão de comportamento. Que cada célula do nosso corpo "vicia" no sentimento e se acostuma a ser de um jeito tal. E ,vejam só, é verdade. É só a gente prestar atenção em alguns exemplos: quem é irritado, tá SEMPRE irritadinho com qualquer bobagem; quem é triste, costuma se entristecer com tudo; quem é dramático faz drama com nada; ...e quem leva as coisas na boa, leva tudo na boa - até o que não deveria levar.

Porém...
Porém.
Porém! 

Isso não é definidor do que somos e de como devemos agir. Nós podemos mudar. Nos podemos nos reprogramar. É mais difícil... mas é bem melhor. É melhor pra nós mesmos e para os outros. E é gratificante.
Fácil mesmo é culpar o karma, ou qualquer outra coisa, fato ou pessoa, por algum problema que, no fundo, está dentro de nós. E como tem gente que gosta de se agarrar, bem agarradinho, nos seus problemas ou karminhas e só choramingar, né? E  conheço muita gente que faz isso, inclusive eu mesma, sometimes. Mas, sei lá, é muito bom se dar conta.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Filosofia barata

"Vida de solteiro é igual ao clima de cerrado: uma estação seca e outra chuvosa."

...


"O único problema é que você nunca consegue prever qual estação vem primeiro..."

segunda-feira, 10 de maio de 2010

cafajeste de uma mulher só

Dizem por aí que as mulheres gostam é do tipo cafajeste. A gente até visualiza o tipo: cara de homem, uma barba por fazer, olhar seguro e com vida ativa. Tem um jeitão próprio, algo meio sexy e informal. O cara não é de contar vantagem. Anda por aí arrasando, virando os pescocinhos, e até aceita uns flertes. Deixa as mocinhas se apaixonarem por ele, sem garantia de retorno algum... Pra mim essa é uma definição básica do cafajeste.
Mas eu vou arriscar e dizer mais: o que as mulheres querem mesmo é o cafajeste de uma mulher só. O cara é tudo isso, mas se uma mocinha se avança pra cima dele ou algo assim, o cara consegue desviar educadamente e de mansinho. Porque ele é o cafajeste de uma mulher só. O cara ama as mulheres, mas valoriza uma em especial, e por ela é totalmente capaz de desviar das outras. O verbo é esse mesmo: desviar. Não é rebater, nem atacar. O cara só desvia, deixa passar. Não que seja algo fácil – o que torna a ação algo ainda mais admirável.
O “cafajeste de uma mulher só”.
Raridade, gatas?

sexta-feira, 19 de março de 2010

manifesto a favor dos sem opinião

A internet, e principalmente o formato blog, inaugurou (ou enfatizou?) uma nova era.
A Era da Opinião. Que, diga-se de passagem, é um pouco cansativa, né?
Hoje, parece que todo mundo tem opinião formada sobre tudo*. E essas opiniões são sempre verbalizadas, escritas, expostas e, às vezes, impostas. E eu me sinto muito fora do contexto por causa disso, porque muitas (eu disse muitas) vezes eu nem mesmo sei o que eu penso sobre tal e tal assunto. Então, tem momentos que, pra me encaixar, acabo escrevendo ou dizendo algumas coisas como se fossem opiniões ferrenhas e sem volta, quando na verdade não são. E vim aqui admitir isso.

Então esse é um manifesto a favor dos sem opinião formada sobre diversas coisas. E também a favor dos que tem suas muitas opiniões formadas, mas que não sentem necessidade de ficar falando delas toda e qualquer hora para quem estiver perto.
Será que era isso mesmo o que eu queria dizer? Digo... vocês me acompanharam no raciocínio?


*esta frase foi dita pelo Cadu, em uma de nossas conversas, e foi o que me inspirou a escrever esse post.
#campanha:eudouoscréditos

domingo, 3 de janeiro de 2010

Preenchimento de linguiça



Eu amo muitas coisas, hábitos, momentos e pessoas. Cada um desses meus "amores" eu amo de um jeito diferente; como se existisse um código para esse supremo sentimento de solidariedade entre os seres humanos.

Muitos dizem que é exclusividade da nossa espécie. Eu, após uma reflexão profunda, penso que é muita arrogância e prepotência achar que somos os únicos a vivenciar o amor. Acredito que existe a possibilidade de cães, gatos, tigres e jaguaricas amarem também. Claro, cada um do seu modo, incompreensível para hominídeos.

O homem acredita somente naquilo que entende, e esse é o seu maior erro. Dessa maneira, deixa passar muitas informações que, talvez não possam dar-lhe uma comprensão do Universo, mas, simplesmente, uma razão para se estar aqui. E VIVER isto. VIVER O ESTAR AQUI.

Acredito que o mundo irracional que vivemos hoje seria bem mais sadio se existisse essa humildade nas pessoas, que pensam que tudo que temos é só o que podemos perceber com os nossos cinco limitados sentidos. Ou, com a nossa mente mal ultilizada.



terça-feira, 10 de novembro de 2009

verdades nas palavrinhas!

Em terra de cego, quem tem um olho é desacreditado por enxergar o que os outros não podem ver, sabe?
Eu sei.
E também sei que é preciso estar pronto para ter sorte.


Mais frases delicinhas no blog CRER PARA VER

segunda-feira, 19 de outubro de 2009


Mas me diz se às vezes a gente não esquece das coisas...?
Eu esqueço das coisas e mesmo assim não deixo de fazê-las. Sabe como? Porque já viraram cacoete. Rotina. Um fazer sem pensar.

Um fazer sem pensar!!! Economia de neurônios! Cabecinha no automático. Oh!

Paremos!!! Pensemos!
Isso aí é um cacoete ou você realmente quer fazer o que está fazendo? Você quer? Você quer?



sexta-feira, 11 de setembro de 2009

DROPS Nº 30

Pensando bem, acho que eu gostava mais quando o orkut só permitia 12 fotos no perfil.
Hoje ninguém mais sabe ser sucinto. São raros os álbuns com muitas fotos que não são entediantes.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sincera

Se eu pudesse ser totalmente sincera com você, eu chegaria e te daria um longo e apertado abraço, faria uma piada idiota e te encheria de beijinhos. Mas aí você iria achar que sou pegajosa.
Se eu pudesse ser totalmente sincera com você, eu chegaria e te diria que não gosto de você, pois você é um arrogante, presunçoso e metido que, além de tudo, não toma banho. E eu não abraçaria você no seu aniversário por causa do fedor. Mas aí todos me achariam indelicada.
Se eu pudesse ser totalmente sincera com você, eu ficaria tão à vontade que imitaria um louva-deus, mexendo os bracinhos, e logo depois falaria com os meus cães, na sua frente, usando a minha voz de desenho animado. Mas aí você me acharia idiota, infantil e indígna da sua amizade.
Se eu pudesse ser totalmente sincera com você, eu diria que essas filosofias pessimistas são até legais e, um tanto quanto verdadeiras, sim, mas que no final não nos ajudam a viver porra nenhuma. Mas aí você me taxaria de superficial e de ingênua.
Se eu pudesse ser totalmente sincera com você, eu diria que o que realmente importa na vida são as relações que construímos e as pessoas que levamos com a gente. Mas aí você diria que não tenho ambições e nem sonhos.
Se eu pudesse ser totalmente sincera com você, confessaria que sexo pra mim é algo totalmente desvinculado do amor, a tal ponto que aceitaria uma terceira pessoa na jogada, porque simplesmente pode ser divertido. Mas aí você diria que eu sou, além de uma sem vergonha, uma cega e corna, que não enxerga o que está na frente do próprio nariz.
Se eu pudesse ser totalmente sincera com você, eu diria que eu gosto de assistir à novela das oito, que sou fã do arroz com feijão e farofa e que meu armário é 70% C&A. Mas aí você me taxaria de populaxa, ou alguém que tenta aparentar a tal.
Se eu pudesse ser totalmente sincera com você, eu confessaria que iria no Fondue da Olaria em plena sexta-feira só pra matar uma vontade, e que, além de pagar o meu rodízio, pagaria o do meu amigo. Confessaria também que não economizo quando o assunto é shampoos, cremes e afins. Mas aí você me diria que sou metida, patricinha e também incoerente, pois no dia anterior eu estava me encolhendo pra gastar em um mísero cheeseburger com refri.
Se eu pudesse ser totalmente sincera com você, eu diria que sim, eu sei mais do que você pensa que eu sei. E que, mesmo assim, não fico jogando isso na sua cara toda hora, pois é chato. Mas aí você diria que eu só busco a auto-afirmação por lhe confessar isso. E talvez seja mesmo verdade.
Se eu pudesse ser totalmente sincera com você, eu dançaria quebrando até o chão, tocaria air guitar enquanto pulo um rock & roll, e cantaria todas as músicas da Madonna e do Michael a plenos pulmões porque isso simplesmente é libertador e me deixa feliz. Mas então todos à nossa volta, e inclusive você, concluiriam que o que eu quero mesmo é aparecer.
Se eu pudesse ser totalmente sincera com você, eu diria que a minha sinceridade é algo que dedico a quem vai compreendê-la e a quem a mereça. Mas aí você diria que isso é ser falsa.

E eu diria: falso é você, seu moralista de meia tigela!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Dúvida cruel

Estava eu aqui confabulando sobre como o dia começou torto hoje (e isso que nem é meio-dia).
Eis que me surgiu, aqui no consultório, uma senhora trazendo seu convite de 51 anos de casamento.
Galera, cinquenta-e-um anos! Alôu?
Isso é um fato que também merece documentação, além dos dias ruins que todo mundo têm. Embora, ao meu ver, essas duas coisas se tornam redundantes.

Essas pessoas são remanescentes de uma geração em que a instituição do casamento suporta de tudo: traições, brigas e, até mesmo, a abstinência sexual. É a mentalidade carola de pessoas que foram criadas assim, que viram seus pais viverem dessa forma.

Nossa geração, apesar de alguns terem pais com esse tipo de pensamento, consegue
se desvencilhar desse destino-certo, devido a uma série de fatores que todo mundo já está careca de saber; somos a geração da informação rápida, fomos praticamente criados pela televisão e a escola, enquanto nossos filhos serão (ou já estão sendo) criados pela internet.

Vocês acham que,daqui a algumas décadas, vão existir casais comemorando bodas de ouro?! Quá!
Isso vai ser evento-em-extinção.
Se antes o casamento tinha alguma utilidade, hoje ele nos parece meio "fora de uso" e, porque não, totalmente anacrônico.
"Depois que inventaram o Lav-Lev e o Habbib's, casamento se tornou inútil" disse, sabiamente, um professor meu.

Meio machista e, portanto, inconveninete pra esse blog, eu sei, mas, será tão machista mesmo?
Já perceberam quantos homens viraram "donos-de-casa"?
Bom, mas isso é outro papo...

E esse texto já está ficando embananado demais, eu sei, portanto é melhor ficar por aqui!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Síndrome de Romeu e Julieta

Me deparei com uma situação desagradável em um certo relacionamento esses dias. O drama já estava se formando em minha mente, quando me deu um estalo: "opa! você já viveu isso antes, garota, ré-lô-ou!". Ufa! Meu cérebro está funcionando - não preciso começar a me fazer de vítima.

Fiquei pensando no porquê de termos essa tendência à Síndrome de Romeu e Julieta. Por que teimamos em acreditar que um amor é melhor, maior ou mais verdadeiro só por que é difícil? Por que achamos que devemos sofrer só porque gostamos de alguém? Por que cargas d'água gostamos do que é praticamente impossível? E por que, Deus, por queeeee afirmamos que uma paixão é amor, assim, com a maior convicção do mundo, sem nem ter dado tempo de comprovar isso?

Existe algum grupo de pesquisadores que está estudando isso? Alguém tem alguma resposta? Freud explica? Será que estamos contaminadas pelas historinhas dos contos-de-fadas, pelos filmes românticos, pelas novelas mexicanas e pelo diabo-a-quatro? Respostas, por favor, respostas!

Gente, sinto em informá-los que não estamos em um filme de Hollywood. Mas calmem, sonhadoras, isso pode ser uma coisa boa. Isso quer dizer que não somos mocinhas - nem bandidas. Portanto, não precisamos sofrer até o dia em que encontraremos o grande amor da nossa vida, que cessará toda e qualquer dor e que fará com que esqueçamos tudo o que já sofremos.

Eu tenho a teoria de que a vida não precisa ser como o poema. Sabe? Aquele que dizia
"João amava Teresa
que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém. (...)"?

É bem melhor quando as coisas fluem facilmente, as pessoas se entendem, se atraem umas pelas outras, ficam juntas e só. Simples assim. São felizes - é, isso mesmo: elas são felizes sem que precisem passar por empecilhos. Isso existe. Ninguém precisa passar por enormes provas de amor para merecê-lo. E não precisa nem ser para sempre. Quem foi que criou a regra de que cada pessoa tem direito a apenas um amor durante a vida? Eu não fui consultada - se fosse, votaria contra. Acabou? Sacode a poeira e parte para outra.

É claro que não me tornei imune à sofrimentos amorosos e afins. Mas pensar com otimismo ajuda. Ah, como ajuda...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A pergunta que não quer calar...

Tem coisas que a gente quer perguntar, mas tem medo porque já sabe a resposta. Ou, pelo menos, acha que sabe. Ou, então, acredita que há, no mínimo, 90% de chances de ouvir a resposta que não se quer...
Existe uma comparação bem prática pra ilutrar isso: A mulher gorda.

A mulher gorda de verdade não fica perguntando pra todo mundo se eles "acham que ela está gorda". Ela SABE que está, e sabe que vai ouvir que precisa perder peso.E, ela NÃO quer escutar isso...
A magra, ou a anoréxica também, fica perguntando toda a hora: "ai, será que eu tô muito gorda? Ai, não aperta as minhas banhas!", porque ela SABE que não está gorda, e ela fica falando isso porque vai ouvir dos outros que está linda, que está magra, pra parar com essa neura e tudo mais...
Ou seja, no final das contas, nós só perguntamos se já sabemos a resposta e se ela nos agradar...
Exemplo prático II:
"-Você me ama, benzinho?
- Mais que tudo, meu pudimzinho de côco!
-Ai, juuuura?
-Juuuuro! E você, me ama, meu moussezinho de abacate?
-Mais do que tudo, meu moranguinho na champagne!"

Por quê eu estou escrevendo sobre isso? Não digo! Não vai agradar a ninguém a resposta! ;)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

GITAB

GITAB- Garotas Inteligentes que Tomam Atitudes Burras

Você sabe que não deveria, mas você faz. Por quê? Até agora isso não ficou bem claro nas nossas mentes. Alguns mais românticos dirão que "nessas horas as mulheres agem com o coração".
Eu acho que o négocio é bem fisiológico. Impulso. Estímulo. Da mesma forma que os homens pensam com a "cabeça-de-baixo", nós mulheres, às vezes, pensamos com os nossos hormônios.
E, por mais que sejamos inteligentes, sucedidas, bem resolvidas, e todos esses adjetivos que a gente não cansa de escrever aqui, não tem jeito: viramos "bicho", e seguimos os nossos instintos...
Só que, na maioria das vezes, eles não são atitudes inteligentes, e farão com que horas de prazer se transformem em dias de martírio.

Exemplos:

Você sabe que deveria ficar longe do amigo da sua amiga. Ele é tuudo.Mas, não vale o que come. E você não fica.

Você sabe que não deveria comer aquela barra de Alpino de sobremesa, porque vai passar três dias se olhando no espelho e achando que "engordou" por causa dela. Ah, se não fosse essa barra, agora você estaria magra!


Você também sabe que quando sua TPM se aproxima, não deve travar discussões com a sua mãe ou com aquela amiga mais "geniosa". Só que você não se aguenta quando elas insistem em conversar com você, para "saber o que está acontecendo", sendo que você já deu todos os sinais que quer ficar quieta no seu canto. Aí você solta o verbo: fala tudo que pensa. Da mãe E da amiga.


Você não aguenta mais ter que fingir que gosta da namorada do seu amigo. Solta o verbo de novo.

Você sabe que não deve atender o telefone quando seu ex-namorado liga. Você resiste como toda a mulher inteligente, mas uma hora se rende e não aguenta. Quando se dá por conta, já está na casa dele.

Você sabe que nem deve iniciar uma relação com pessoas que estão "em recuperação" de qualquer coisa: relacionamentos, drogas, acidentes, etc.
Mas, você acredita que o amor irá superar todas essas barreiras e vocês enfrentarão juntos os obstáculos e, no final, vitoriosos, comemorarão selando a união para a eternidade com um casamento.
Até você se dar conta que a única pessoa que está "enfrentando as barreiras" é você, enquanto a outra nem as vê.


Existem mais, mas agora só lembro desses. Se alguém tem algum que se encaixe no GITAB, fique à vontade pra escrever.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Sobre vampiros e amores

Ontem à noite o meu plano era dar mais uma estudada ao chegar em casa. Mas eis que surge minha irmã com uma sacolinha da videolocadora e um filme chamado "Crepúsculo".

Eu não sei vocês, mas eu já tinha ouvido muito falar desse filme, embora nunca soube do que se tratava.

Quando começou, não pude deixar de rir da ironia da situação: Eu, recém chegada de uma cética e espinhosa conversa sobre relacionamentos com duas amigas, estava vendo um filme sobre o amor eterno.

É, mais ou menos isso. É a história de um vampiro bonitão que se apaixona por (Adivinhem!!) uma mortal. Uma adolescente m
ortal.

Leitores, como vocês já devem ter imaginado, ele tem medo de machucar ela por causa dos instintos dele e tudo mais. Aí que se desenrola o filme, mas eu não vou contá-lo, caso vocês queiram assistir.

Os lugares escolhidos para as filmagens são lindos, dá vontade de sair correndo daqui e ir pra lá. Também tem umas câmeras bem legais. Eu sei, é chato ficar fazendo esses "comentárinhos técnicos", por isso não vou me estender...

Quando terminou o filme, minha irmã, notando minha cara de decpção com a história, argumenta:
-É um filme que pode ser entendido como uma mensagem.O fato de ele ser um vampiro e ter que ficar resistindo a ela todo esse tempo pode ser interpretado dessa forma: na verdade, essa "barreira" seria a virgindade dela.

Qué? uiahaihauia. Eu ri. Mas, pensando bem, pode até ser visto dessa forma, afinal, tudo que ele quer, literalmente, é "beber o sanguinho" da moça, não é mesmo?

Eu acho que pra nós, meninas dos seus 20 e poucos anos ,que já passaram desta fase aí da primeira vez, podemos interpretar de outras formas.

Neste filme, assim como na maioria dos filmes com vampiros, eles são criaturas charmosas, sedutoras, bonitas, jovens e eternas. Criaturas que só podem aparecer de noite.

...

Nenhuma semelhança até agora? hm? não? Como alguns "seres
" que aparecem nas nossas vidas? Que quando a gente pede uma explicação ouve um "você não entenderia", "não quero te trazer pra esse tipo de vida".
Hmmm, eu acho que já passei por alguns vampiros nessa vida.

E por fim, se tem algo que fez sentido nesse amor eterno entre os dois, pra mim é o seguinte: é mais real a possibilidade de ser com um vampiro do que com um humano...

Ainda mais se for tipo o moço aqui da foto:

quinta-feira, 9 de abril de 2009

DROPS Nº 16

Tava aqui pensando com os meus botões: e se Ele me mandar o tal do Príncipe Encantado e eu descobrir que o bofe não é bom de cama?

o.O

sexta-feira, 3 de abril de 2009

DROPS nº15

Eu só queria deixar resgistrado aqui que, apesar de todo mundo já estar careca de saber, eu quero dizer com minhas próprias palavras.




Lá vai, hein! Atençãaaaao...tchãntchãntchãntchãn!!




MACHADO DE ASSIS É O MESTRE SUPREMO!!!

É, isso mesmo. Mestre!!

O cara escreveu os troços no século XIX (de-ze-no-ve) e, quando a gente lê, o que vê?
Tudo igual como é hoje. A mesma sociedade.

Bohhhh!!

Sonhos de Lulu também é "curtura" ;)

terça-feira, 17 de março de 2009

DROPS nº 7

Eu tava aqui pensando...
E se o mundo acabar mesmo em 2012, como andam anunciando por aí?
o.O

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Psycho-Lovers


Os homens preferem as loiras? Isso é passado! Agora ELES PREFEREM AS PSICÓTICAS.

Você já viu esse filme: ele é um cara legal, mas ela controla com quem ele conversa, com quem ele anda, com quem ele se relaciona. E controla também os telefonemas, as mensagens de celular, os e-mails, os recados, os horários e tudo o que antes era a vida dele. Isso aí: ERA. Porque agora ele não tem mais vida própria. Agora ele tem uma namorada psycho.

Se as coisas não saem do jeito que ela quer, de preferência acompanhadas de um “sim, amorzinho”, ela surta. E a vida dele vira um inferno. Para evitar esse desconforto ele abaixa a cabeça, fala um “sim, amorzinho”, faz as vontades da miss piradinha-da-silva em questão e segue a vida. Ou o que restou dela. E ainda acha bom! Isso é o que me deixa pasma: ele parece gostar disso. Sim, porque eu não vejo uma razão sensata para alguém se manter num relacionamento assim. Talvez ele até sinta prazer em viver só para ela... Talvez ele realmente pense que merece ser punido caso sua psycho-lover não fique plenamente satisfeita! Oh, God!

E você já viu quando, num momento de sublime lucidez, ele tenta terminar? É uma missão quase impossível. Primeiro porque ela não vai deixar, afinal, quem toma as decisões ali é ela e só termina quando ela disser que terminou, ora bolas. E se ele tiver muita, mas muita força de vontade e conseguir, milagrosamente, terminar, o alívio não vai durar por muito tempo. Ou você acha que é assim para se livrar de uma criatura dessas? Pior do que namorada psycho, só ex-namorada psycho. Ela vai atazanar tanto, mas tanto a vida do cara, que é bem provável que ele ache que dá menos trabalho reatar de uma vez. Se você se identificou com a história e está tentando se livrar de uma psycho, prepare-se: vai precisar de altas doses de paciência e muito auto-controle. Porque ela vai telefonar, mandar e-mails, cartas, mensagens, sinais de fumaça, fazer chantagem emocional, aparecer na sua casa nas horas mais impróprias, seguir você, espionar você, falar com seus amigos, seus irmãos, suas ex-namoradas, sua mãe, seu papagaio... É, amigo, ela vai infernizar você. Até vocês reatarem o maldito namoro ou até ela achar outro que ela queira atazanar.

Infelizmente essa é uma tendência, digamos assim, que eu venho notando nos caras de vinte e poucos anos. Ou vai dizer que você não conhece algum com uma namorada (ou ex) psicótica/ manipuladora/ louquinha-de-atar-em-poste? Pois eu conheço. Vários.
E parece que quanto mais pirada/ neurótica/ controladora, mais tempo dura o namoro. Ou vice-e-versa, ainda não sei.

De certo, Freud explica. Ou o Padre Quevedo, sei lá. Só sei que eu ainda não consegui entender o fascínio que essas malucas exercem nos homens! Será que eles continuam com elas porque é muito difícil terminar ou porque realmente gostam desse estresse constante? Será que eles se sentem mais amados tendo uma psicho-lover grudada neles o tempo todo? Agora, a questão mais importante: será que ELAS são assim desde o início, ou será que disfarçam e parecem legais no começo, antes de pirarem e mostrarem as psicóticas que realmente são? Sinceramente, espero que seja a segunda alternativa, porque se atrair por isso consciente da situação é, no mínimo, bizarro.

Os admiradores de psicóticas que me perdoem, mas sensatez é fundamental.