sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
[...]
terça-feira, 13 de abril de 2010
Ah... os Príncipes Encantados... sempre eles...
**********************************************************************************
Impressionante como o romance é algo piegas... Sim, às vezes me pego pensando frases como "melhor ter vivido um segundo com ele do que a eternidade toda sem", algo estilo filme com a Meg Ryan. Oi?! Alguém em casa? Por favor, alguém devolve meu cérebro?!
Sim, de repente o cérebro se liquefaz e não sobra uma gota de sobriedade. Uma avalanche passional arrasta você literalmente morro abaixo. Não sobra nada: é um desastre natural de proporções avassaladoras. E o pior de tudo nessas horas é que você nunca morre de vergonha e fica soterrada nos escombros do seu amor próprio arrasado. Não, você está sempre lá, vivinha, morrendo de constrangimento pela quantidade incontável de asneiras que disse. Todas aquelas coisas que ficam piscando feito um letreiro luminoso na mente lembrando do quanto você foi sincera na hora que deveria ter sido "superior". Ai, como é difícil manter-se elegante diante de um romance. Mas tem de ser um daqueles bons, dos livros de contos de fadas. Com príncipe e tudo.
Esses sentimentos são atemporais e têm memória sensorial. Todas as terminações nervosas do seu corpo têm alguma recordação. Já beijou alguém novamente depois de anos e lembrou exatamente da textura da pele? Sim! Arrepio, calor, desejo... isso é hormonal, minha querida! Romance de verdade é sublime. A textura da pele, do cabelo, a pele das mãos: tudo isso é facilmente identificável pela memória sensorial que o seu príncipe provoca em você.
Certos romances ficam para sempre no patamar dos sonhos e acabam se transformando em cruéis comparações para os mortais da vida real que nos acompanham. Aquele que atura você de mau humor, que se preocupa com você, que liga para saber como você está e que sente saudade de você mesmo tendo lhe visto a menos de 12 horas. Isso é real, tem defeitos, irrita, cansa, mas é real. O sr. Perfeito, aquele que perturba seus pensamentos, ESSE é fantasia. Atitude triste? Conformista? Hipócrita? Submissão à realidade? NÃO! Vida real!
O príncipe só existe se sair do conto fadas, deixar de fazer parte apenas dos seus pensamentos e se expor à toda sorte de conflitos que relacionamentos de verdade têm. Se mostrar os defeitos dele e lhe suportar a ponto de quase gostar dos seus.
Mesmo assim, azar que a Meg Ryan é cafona e cheia de botox, eu ainda penso que é melhor ter conhecido esse sentimento do que passar a vida sem saber a dimensão de um romance que exista por todo o meu corpo. Algo assim não é racional, não é uma meta de vida, é algo que se sente, não tem como haver qualquer dúvida porque há uma materialização física, você sente isso no seu corpo, é tão forte que dói na carne. Sabe dor de alongamento pós-exercício? Ela é algo que lembra o seu esforço de forma real. Eu juro que lembro exatamente da textura da pele do queixo, do começo da nuca, ali onde começa o cabelo onde eu passei a mão de leve enquanto ELE me beijava! (Sim, há uma conotação passiva do conto de fadas de se deixar ser beijada). Suspire. Eu suspirei agora e todas as vezes que me lembrar, hei de suspirar. Essa SENSAÇÃO é real, mas e o tal PRÍNCIPE? Não, não, ELE É FICÇÃO até que me prove o contrário. Alguma sanidade manterei.
domingo, 4 de abril de 2010
Video clipe - Moby
Quer saber como faz? É fácil!
1 - Entra no site aqui ó
Tcharaaaam! Votado! Legal, né?
Ah, a votação vai até o dia 12/04, o resultado sai dia 19/04 e só tem mais um clipe brasileiro concorrendo - o bairrismo mandou lembranças. =P
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
leitores pervertidos: we like it!
Sobre o que as lulus devem escrever?
O assunto mais votado foi sexo, óbvio. E as outras opções também envolvem sexo vez que outra.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Vida, vida...
Oi galera!
O texto abaixo foi enviado por uma leitora do blog. Como o conteúdo é bastante pessoal, a autora pediu para ficar no anonimato.
Vida Moderna
Não tenho mais maturidade pra isso. Mas, maturidade? Essa não pode ser a palavra certa para o que eu estou me referindo aqui...Paciência? Cabeça? Não e não.
Enfim, não sou tão liberal quanto eu pensei que era. Tão “cool”, sabe?
Desculpa aí, gente. Não dá pra mim.
Não dá pra eu passar quatro dias ao lado dele, dormindo e acordando junto, trocando carinhos, para encontra-lo na noite seguinte com outra e mal trocar duas palavras comigo. Como se eu fosse apenas uma conhecida. Não tenho estômago, sabe?
A outra. E que outra pior do que eu. Nem bonita era. Nem legal, nem nada. Uma inércia ambulante e inexpressiva. Demais pra mim. “Que mina chata”, eu pensava tão alto que já estava sentindo a frase nos meus dentes.
Não. Não era só implicância. Se fosse pra ficar com outra, que fosse uma outra MELHOR. Uma outra interessante, poderosa, divertida e engraçada. Aí, tudo bem. Eu ia entender...
Eu ouvia tudo que ela estava te falando, a coitada. A voz dela era estridente e alta demais. E ela só falava merda. Eu ouvi. Eu prestei atenção. Ridícula.
Eu fui classuda. Estava me roendo por dentro, mas fui lá e dei tchau com o meu sorriso mais falso.
A coitada: “não vai dar tchau pra tua amiga?”.
Amiga? Não, nem isso eu sou nem nunca fui. Fui um nada na vida de um ninguém.
Querida, não tenta ser legal comigo, nem com o resto de nós. Não é isso que vai fazer tu ser especial para ele.Dentro daquele peito branco e magro bate um coração oco, com apenas uma casca de afetividade.Quem sabe um dia, querida?Mas acredite, não vai ser eu nem você.
Não tenho maturidade (???) pra aguentar essa vida mais.Essa vida sem o amor, sem a exclusividade, sem o carinho, a segurança, as mãos dadas, o colo e o consolo. Chega. É sofrimento do mesmo jeito.
Nessa cidade tão pequena, antes fosse só você o meu problema.
Como assim?Me diziam que tudo era tão divertido desse lado, das putarias, dos pintos amigos, bebedeiras...
Ah, a liberdade. Liberdade DO QUÊ? Do amor? Do envolvimento? Da paixão? Como assim??
Ah, o amor. Eu continuo desconfiada dele, mas quero acreditar que ele existe.De verdade, pra vida toda e pra depois dela.Eu queria, mas não consigo.Talvez seja o meio errado em que eu vivo. Como fui ficar assim com 23 anos?
O meu coração não aguenta mais. Ele não é oco como o seu.É quente, morno e se entrega com facilidade.É frágil, tão frágil que por mais que eu tente protege-lo, ele se machuca, se arranha e se lasca.
Chega. Prefiro ficar sem sexo e sem beijo do que ferir ainda mais o coitado. Mal ele se recuperou do último tombo feio, já tem que levar arranhão de tudo que é lado.
Eu bem que tentei. De verdade. Tentei levar na brincadeira, na liberdade e tudo mais.
Eu já te avisei uma vez, lembra? A primeira vez que tu pulou pra cima da minha cama enquanto eu falava: não, tu não me conhece. É melhor deixar assim.
Eu sabia desde o início que essa história ia acabar mal, e adivinha quem iria pagar o pato?
Tudo bem, dessa vez eu deixei passar. E na segunda e na terceira também. Mas agora tu já sabe, e tu viu a minha cara quando eu te vi com aquelazinha. Então, vou reforçar de novo meu pedido:
Já que temos amigos em comum, não seja canalha o suficiente tentar suprir teu tesão em cima de mim de novo. Afinal, vamos acabar nos vendo de novo, mesmo que a gente não queira.
Com tanta menininha inexpressiva dando em cima de ti como a dessa noite, não vai ser difícil me evitar. Qualquer coisa fecha os olhos e finge que sou eu. Se no descuido sair meu nome, já não é mais meu problema. Te entende com ela enquanto eu me encolho na minha abstinência de desejos para ter um pouco de descanso...
Obrigada...
sábado, 10 de janeiro de 2009
Quadrada, eu?
Nessa última terça feira eu inocentemente resolvi sair com uns amigos pra tomar uma(s) cerveja(s). Papo vai, papo vem até que rolou a velha história de "vamo numa festa". Euzinha, comodista de carteirinha, já pensava com meus botões:
"festa? música ruim, gente se esmagando e cerveja quente!putz!!".
Mesmo assim aceitei de bom grado o convite, afinal após dois meses de solteirice já é hora de se acostumar com a nova vida e tirar o véu de luto.
Mas enfim, nem era esse o ponto de eu estar escrevendo...
Acontece que a gente acabou se levantando, se movendo e indo um lugar bem alternativo de Porto Alegre. Uma festa gay.Aliás, nunca fui numa festa tão gay em toda a minha vida! Convenhamos, tendo tantos amigos gays, obviamente que eu ia acabar parando em festas gays, alternativas, ou o que quer que seja!
Eu provavelmente era a única heterosexual presente. Pelo menos era o que eu achava, até aparecer outra perdida como eu gritando:
-só tem homem lindo aqui, que desperdício!
Mesmo assim foi uma das festas mais divertidas que eu já fui. Dá pra dançar a noite inteira sem cansar! Apesar de ter sido bom, acho que estou ficando velha mesmo...
Velha do tipo que não tem mais saco de ficar se esmagando no meio de uma galera, onde todo mundo faz tentativas desesperadas e aterradoras pra beijar alguém, pra agarrar, pra tirar pedaço. Um desespero só.
Eu não quero realizar fantasias sexuais cabulosas com pessoas estranhas, ou grupos ou até mesmo pessoas do mesmo sexo.Eu não sinto vontade de trair meu namorado(se eu tivesse um) só porque achei bonito o cara ao lado.Eu ainda acredito em fidelidade, embora não acredite mais no amor. Não preciso comentar aqui que isso não é preconceito com quem GOSTA e FAZ essas coisas. Isso é o que vale pra mim.
"Como assim não quer?Todo mundo quer!"
Já ocorreu a vocês que, de tanto ser pressionada(o) a gente acaba se "auto cavocando"pra ver se TEM vontade porque simplesmente você se acha ESTRANHO de não ter, afinal de contas, TODO MUNDO tem. Ou pelo menos é o que todos te fazem achar.
Mas eu não. Gente, não é nada reprimido não. Depois de pensar muito (por que isso me confundiu por uns dias, tamanho bombardeio de informações), eu sou assim mesmo. Quadrada. Quero sair pra ficar sentada e conversando, sem ter que sair numa festa porque TEM QUE sair, como se essa fosse a única forma desesperada de se divertir.Como se o mundo fosse acabar amanhã e, se você não beijar alguém hoje pode ficar solteirona o resto da vida.
Calma, não me levem a mal. Sair pra dançar às vezes é muito divertido e faz bem. Mas, tudo tem limite. E pra mim já começa pela lotação de pessoas do lugar que eu vou.
E tem uma coisa que não saiu da minha cabeça até agora: Porque, porquêee, por QUÊ que tem tanto homem lindo gay?! O que sobra pra nós, pobres heterosexuais do sexo feminino?hm?
beijomeliga!
