sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
A Saga de Roger - Episódio 1
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
domingo, 24 de outubro de 2010
com a família, num almoço de domingo
Garçom- Tá certo. Eu preciso dos códigos e dos nomes.
Paula - Ó, tá tudo aqui.
Garçom - Obrigado.
Paula - Ah, moço, traz pra gente também duas porções de arroz e duas porções de batata frita.
Garçom - Arroz???!!
Paula - É! Arroz.
Garçom - Que estranho.... (e ficou me encarando). É que não é comum o pessoal vir aqui, numa 'churrascaria' - porque, moça, isso aqui de certa forma é uma churrascaria - e pedir arroz. Ainda mais DUAS PORÇÕES.
Paula - Mas tem arroz?
Garçom - Tem, tem arroz sim. Mas achei estranho. Mas claro, moça, cada um cada um, né. Se vocês são muito do arroz...
Paula - Eu sou muito do arroz!
Garçom - Tá certo...
Meu irmão - Paula. Tu é muito estranha.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
É difícil não perdê-lo...
Ritmo: Eu sei, eu sei que prometi...mas, você já não me trata mais como antigamente. Onde foi parar toda aquela atenção, toda aquela disposição?!Desculpe, mas eu preciso seguir meu rumo, procurar alguém que realmente me queira, entende?!
Eu: Eu vou mudar, eu prometo!Vou acordar cedo, vou fazer café preto pra gente comer com pão de queijo, ficar acordada com você até altas horas da madrugada!por favor, FICA COMIGO!
Ritmo: Bom, tá bom vai!Me dá uma semana pelo menos!Preciso pensar um pouco na vida!Vou deixar você sentir um pouco a minha falta!
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
razão x emoção
domingo, 28 de junho de 2009
Back to romance...
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Adolescência Cruel
E eu, lá com os meus 11, 12 anos, me inscrevi pra jogar handball nas olimpíadas escolares, que aconteciam sempre em outubro. Não que eu jogasse maravilhosamente bem. E por isso mesmo me botaram na reserva (ahuhauha). Que droga.
Mas tudo bem.
E, naquela época, eu odiava as minhas orelhas. Odiava mesmo! Pra mim eram as maiores orelhas do mundo, e o único jeito de esconde-las era deixando o cabelo todo solto até a frente do rosto, tipo PRIMO ITT, da família Adams, pra não dar chance de elas, as orelhas, aparecerem.

Então, no dia do jogo, para poder enxergar a bola, eu tive que prender as minhas míseras franjas compridas em uma mecha rala, amarrada com uma borrachinha atrás da cabeça, de maneira que o restante do cabelo continuasse escondendo os meus exemplares de Dumbo.
Lá fui eu. O jogo começou e eu fiquei lá, bem quieta, na reserva. E, àquela altura, eu já nem queria mais jogar, pois a franja não parava de soltar e cair no meu rosto, e eu precisava prende-la de novo, toda hora. Por que eu simplesmente não fiz uma merda de um rabo de cavalo?
Eis que o apito soa, com uma falta em cima de uma jogadora do meu time. Ela teria que ser substituída, e eu comecei a suar frio. E a rezar. Por favor, não me coloquem, não me coloquem. Por favor!
-PAULA!!! Tu vai entrar!
Me puxaram pelo braço e, quando vi, estava no meio do campo, com o cabelo todo na cara.
Prendi como pude, preservando ao máximo as minhas “orelhinhas”.
Lá vem a bola!! Lá vem! Peguei! Irruuuu!!!
Saí correndo e quicando a bola e nem vi a JAMANTA que vinha contra a minha pessoa. Uma guria desgraçada, que vou chamar aqui de Jamanta (e que pesava o triplo do meu peso e media o dobro da minha altura), me jogou longe no melhor estilo futebol americano misturado com cavaleiros do zodíaco.
Quando eu vi estava no chão, esfolada. Sem bola. E com dor. E pagando orelhinha! Shit!!! A jamanta me tirou a bola e saiu correndo em direção ao gol. E eu fiquei ali, estatelada, com um braço levantado pedindo falta – a qual todo mundo viu, menos o juiz. Claro. É, as manifestações revoltadas da torcida não adiantaram lhufas. O jogo seguiu.
E eu me levantei, toda errada, e fui substituída.
E essa foi a minha participação no handball olímpico-colegial.
E depois dessa, nunca mais. Virei nerd.
A Jamanta eu vejo por aí até hoje. Ela continua com o triplo do meu peso, porém com a mesma altura de antes. A vida há de ser justa.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Paulo e Betina II
Ela simplesmente sabe como funciona a cabeça dos homens (quê? E não nos contou nada?!aiuhaiuhaiuaa)
Na verdade, mais especificamente, a cabeça de Paulo.
Passaram-se três semanas da festa ao qual ela o vira pela última vez. Betina voltou mal para casa. Ficou chateada em vê-lo com outra, como sempre ficara quando isso acontecia.Ela, como sempre fora uma mulher de muuuita classe, e não fez absolutamente nada. Não ligou, não procurou, não chamou pra conversar no msn, não entrou no perfil dele e seguiu firme e forte.
Eis que seu telefone celular toca. Exatamente três semanas após o encontro maldito. Eram duas da manhã, mas Betina não estava em casa. Sexta feira de noite, e eu em casa, beinhê? Tô louca então!
Ela já sabia que era ele. Não precisava nem olhar no visor. Tremia, enquanto catava o aparelho de dentro da bolsa.
A mesa em que ela se encontrava, no entanto, não acompanhava seu pânico. A conversa era animada, muitas risadas, muitos copos de cerveja, restos mortais de batatinhas fritas, antes quentinhas e crocantes, e vários maços de cigarros decoravam a mesa.
Betina se levantou para atender o telefone em um lugar mais calmo.
-Alôu.
-Oi, Bê...
-Olá.
-E aí, tudo bem?
-Ãhan.
-Anh. Certo. Tu não estas em casa?
-Eu? Eu não.
-Ah... eu queria te convidar pra tomar uma ceva e tal...
-Ah, é? Com a tua namorada junto?
-Não. A gente pode conversar pessoalmente sobre isso e tal.
-Hmmm. Conversar sobre a tua namorada? Não, obrigada. Não tenho interesse.
-Não, Bê, não sobre ela, mas aí eu te explico o que aconteceu e...
-Eu também não tenho o mínimo interesse em saber o que aconteceu. É melhor tu ligar pra um dos teus amigos, ou pro Disque-ajuda, ou sei lá. Eu tenho que voltar agora, tá? Vou desligar. Tchau.
-Mas, Bê...
Click. (celular é "muderno" e não tem o "tu tu tu tu".)
Betina respirou fundo. Enfim, conseguira! Se desvencilhou e bonito!! Só ela sabia o esforço que tinha feito para conseguir ser fria com ele desse jeito, pra não sair correndo de onde estava e encontrar ele, e bota-lo no colo, enche-lo de beijos e todas aquelas coisas mais!!Só ELA sabia.
Tinha um plano: ia deixá-lo correr atrás dela até sentir falta (Rá! essa todo mundo já fez, né? Conta outra!iauhaiuha! É o plano "universal" das mulheres" ou algo do tipo).
Ele ia ver como ela era importante pra ele.
Ah, ia.
Continua...
terça-feira, 7 de abril de 2009
Servindo o público
Atendi aquele senhor com toda a disponibilidade e simpatia que penso que deveriam ter todos os servidores públicos. Mas costumo ser disponível de mais. Além da conta! Considero um defeito. Ouço problemas pessoais, tomo cantadas e também xingamentos - para os quais não costumo dar muita importância -, atendo pessoas explosivas e também as carentes, daquelas que só querem um ouvido para derramar suas tragédias cotidianas. E eu ouço.
Então: Ao atender esse senhor, que devia ter entre 50 e 60 anos e que se achava o galã da novela das oito, informei o que ele me pediu. Em vez de ir embora, ele engrenou numa conversa, contando das mazelas, virtudes e feitos da sua época juvenil. E eu pensando que ele deveria considerar me liberar, pois a minha função ali não é de terapeuta. Mas enfim. Ouvi até o final.
Então, num golpe certeiro, antes de sair, o senhor me pegou de surpresa, pela cabeça, com as duas mãos, e tascou-me um beijo estalado na testa, me agradecendo muito e me chamando de gatinha. Sim. E fez isso de safado mesmo. E eu fiquei com aquela cara que se fica quando se é pego de surpresa por uma, desculpem a redundância, surpresa desagradável. Não tive nenhuma reação, a não ser ficar ali, em pé, segurando os mapas do plano diretor, pensando no quanto as pessoas podem ser abusadas e no quanto eu não estou preparada pra isso. Se tivesse uma jaca na minha frente naquela hora, eu dava uma bica, só de raiva. Mas teria que ser uma jaca. Quem sabe o meu pé não ficava preso nela, de lambuja.
Entrei na minha sala falando pra chefe que eu tinha acabado te tomar um beijo na testa e que queria um treinamento pra ficar durona.
Passado o susto da surpresa, imaginei várias atitudes que eu poderia ter tomando naquela hora como, por exemplo, ao notar a aproximação daquelas mãozinhas imobilizadoras de cabeça e daquela boquinha beijoqueira, eu prontamente colocaria a minha mão a empurrar o peito do veio para longe e diria, imponente: O SENHOR NÃO FAÇA ISSO, PARA O SEU PRÓPRIO BEM.
Ou algo do tipo: por favor, não faça isso, eu sou alérgica!
Ou: NÃO!!! Não me toque!! Os aliens estão vindo para me resgatar e eu não devo ser tocada! AAAHH!!!
Ou eu poderia simplesmente ter me abaixado, me livrando daquelas mãos antes que elas segurassem a minha cabeça e, em seguida, desenvolveria uma seqüência de golpes que culminariam num mata-leão. Iáá!
domingo, 5 de abril de 2009
Paulo e Betina
Paulo chega com sua nova namorada na festa. Coisa simples, alguns amigos se reunindo pra tomar uma cerveja em comemoração pelo aniversário de um deles.
- E aí, meu! Quanto tempo! Tá sumido!!
- É, pois é.Ando trabalhando demais... - responde efusivamente nosso amigo.
Ele estava prestando atenção no outro lado da festa. Sua namorada estava sendo apresentada à Betina. Paulo sentiu um leve tremor que percorreu sua espinha.Ambas se aproximam:
- Amor, essa é a Betina! Ela foi minha colega no cursinho de inglês, nos demos conta agora enquanto conversávamos.
- Ah, é mesmo?
- Na verdade, já nos conhecemos. - Betina responde. E muito bem por sinal, ela pensou. Pensou, mas não disse.
Paulo desviou o olhar. Ela estava provocante. Um vestido tomara-que-caia florido e colado ao corpo. Nossa. Betina sempre soube ser sexy. É uma mulher que sabe o quer. E era isso que Paulo temia. Ela não media suas palavras. Poderia falar qualquer coisa ali que os comprometesse.
-É mesmo? Da onde? - indaga a inocente namorada.
Ah, pobrezinha. O que eu faço agora? Respondo que foi naquela noite, em que bebemos demais, que fomos parar na cama dele, cheios de luxúria e amor e tudo misturado, e que ela se apaixonou sabendo que ele não prestava, e que ela achou que ele não se apegava à ninguém, até ele aparecer com mais essa mucrinha, que provavelmente mal sabe onde fica a Faixa de Gaza? Ah, ela não ia resistir. Se adiantou a falar, quando ele, como se estivesse dentro de sua mente, se apressou a falar:
-Ela é amiga da Flávia.
-Ah, mas que coincidência!!
Neste momento, por alguma circunstância desconhecida até hoje, a namorada saiu de cena. Foi no banheiro, ou algo do tipo. Ela não conhecia ninguém na festa pois eram os amigos do Paulo, e estava se sentindo um pouco deslocada.
Betina aproveitou a ocasião:
-Então, não queres dizer a verdade à ela?
-Que verdade, Betina?
-Como que verdade! De tudo que passamos juntos!
- Mas nós realmente nos conhecemos pela Flávia...
-Ah, Paulo, por favor né!
- Mas, Betina, que queres que eu faça? Não é assim que funciona! Pra que vou contar a Alice o que aconteceu entre nós e...
-Sim, claro. Pra quê, não é mesmo? Sempre me falaste que não querias te apegar à ninguém. Coitada dessa daí! - interrompeu Betina ao sair do pátio para deixa-lo sozinho.
A vontade era de ter falado tudo, tudinho. Ela sabe que não teria cabimento, mas era o que ela tinha vontade de fazer. Paulo era dela.Sabia que ele estava com essa tal de Alice pra fugir de tudo o que mais o atormentava: a compatibilidade grande que tinha com ela. Ela sabia que aquele namoro era uma fraude. Um namorico besta, apenas pra acalmar os ânimos até acontecer de novo. Até o telefone dela tocar às duas da manhã e ser ele, implorando por ela, por seus conselhos, seus carinhos, sua compania.
Alice não era a primeira nem a última. Sempre quando eles começavam a se envolver demais, ele arrumava uma namoradinha. Ela ainda não sabia o porque. Será que tinha medo dela? Era provável. Não tinha certeza, mas sabia que não ia demorar dois meses até o telefone dela estar tocando de novo...
Continua...




