sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
huuuuum!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
... e as palavras sem som
Porque sabe, quando eu vou ali no mercadinho dos chineses que não falam espanhol, nesse caminho eu tenho complexos diálogos contigo. São 19 andares pra baixo e mais 100m pra frente e eu vou tentando te explicar toda essa coisa funda e enigmática que me invade quando eu penso na vida, e ao mesmo tempo aquele estado de graça que me vem de pensar no monte de coisas que se acumula na minha frente, se esgueirando pelos cantinhos e só esperando pra acontecer. E aí eu tento fazer um desenhozinho com os dedos, assim, no ar, pra te mostrar o tamanhico que eu me sinto diante da vida e de todo esse monte de coisas que ela tenta me mostrar todo dia. E como sempre, eu dou um jeito de fazer uma piada, daquele meu jeito torto de fazer piada com o que me machuca. E eu te explico e explico e vou te vendo com aquela cara que tu sempre me olhava quando eu desandava a falar merda, aquela cara de "só tu mesmo, fulana" balançando a cabeça no eixo x e com um risinho no canto da boca, e vou escutando baixinho as coisas absurdas que eu ouviria como resposta. Absurdas de tão simples e por isso mesmo tão certeiras. Eu bem que tento argumentar, te dizer que óbvio que eu tenho razão, porque coitada, eu sempre penso que tenho. E tu dá aquelas três batidinhas na minha cabeça, franze o nariz e diz "tá bom, tá bom". E de novo, eu engulo a tua simplicidade, me rasgo com a tua banalidade. De novo e de novo. E aí vou ficando pequeninha de vergonha, porque na tua resposta imaginada é que eu acho as respostas que fogem de mim.
Aí eu vou na lavanderia de uns outros chineses que também não falam espanhol e no caminho vou te contando os meus planos, todos eles, começando com meu plano de hoje abrir aquele Malbec e me atirar no sofá pra ver aquele filme meia-boca pela trilhonésima vez, mas agora na versão dublada-em-espanhol-la-garatía-soy-djô, e terminando no meu plano mirabolante de largar tudo novo que eu vejo aqui e voltar pro sempre-mais-do-mesmo que me corrói aí em casa. E no caminho eu te ouço me dizer, placidamente, que quem sabe tudo isso é um jeito de o destino me mostrar as coisas que eu tenho que aprender. E fico em silêncio de novo, enterrando a minha enxurrada de palavras diante da meia dúzia de coisas que tu consegue dizer, e que me soam tão verdade que chega a doer.
Aí eu fico assim, te ouvindo na minha cabeça e acreditando mais em mim e nos propósitos obscuros que andam por aqui. Eu tenho muito mais certeza de que não adianta querer saber tudo, não adianta aprofundar tudo, querer viver tudo, querer ser tudo. Que às vezes eu tenho que deixar esse abismo de lado e ser mais poça d'água mesmo. E eu vejo coisas e sorrio, pensando que tu viu também e que daqui a pouco vai fazer um comentário daqueles teus que me fazem rir, depois de ficar uns segundos tentando descobrir se tu tá falando sério ou tirando uma onda com a minha cara.
Agora vem, vamo comigo ali na farmácia, que eu vou finalmente comprar um xarope pra essa tosse que toda noite ajuda a minha velha insônia a não ir embora. Aproveita e não me deixa comprar sem olhar o preço, como eu sempre faço. Vem, que hoje é feriado aqui, a rua tá vazia de argentinos carrancudos e cheia de folhas cor de ferrugem que caem dos plátanos, que já tão querendo ficar pelados pra deixar o sol do inverno bater na nossa moleira. Vem comigo, que no caminho eu vou terminando de te contar sobre aquele negócio que eu fiquei pensando essa madrugada, enquanto olhava do 19º andar as luzinhas acesas dos insones iguais a mim. Vem, que tá tudo tão complicado e meu coração metido a profundo tá precisando engolir um pouco mais da tua simplicidade.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Well I heard you had the blues again
You’ve got to be kind to yourself (...)"
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Bad romance
domingo, 6 de dezembro de 2009
DROPS Nº 33
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Terapias do EU
Uma das coisas mais importantes que aprendi na terapia foi: deixar a dúvida vir e deixar ela ir, sem precisar tocar nela.
Pois sim que eu tinha uma urgência em resolver todas as minhas dúvidas e todas as minhas pendências existenciais, como se elas fossem me devorar, me roer todinha até os ossos, caso continuassem a existir.
A angústia com a qual eu mesma me presenteava quase me gerou uma gastrite crônica. Adquiri crises de ansiedade. Me enxergava mais nos outros do que em mim mesma. E culpava os outros por isso.
Perguntas como “quem sou eu?”, “é isso que eu quero?”, “é por esse caminho que eu vou?” me destrambelhavam as idéias. Eu precisava responder essas perguntas a todo custo! Me apavorava com a indefinição das coisas. Me apavorava com a minha indefinição.
Sofri meses assim. E mascarei isso com problemas menores, problemas que eu mesma criava, para esconder e desviar a minha atenção do que eu não queria ver: essa indefinição toda. Que confuso isso.
E aí veio aquela voz, de quem enxerga você por inteiro (ou quase por inteiro) e sem máscaras, e diz: relaxa, mulher. Pra que precisa ter tantas certezas? Segue teu baile. Se não sabe o que fazer com a dúvida, deixa ela ali, quieta. Uma hora ela se resolve ou simplesmente some. Relaxa...
Que coisa mais simples! Que palavras mais comuns! Zero por cento de prolixidade. Cem por cento de absorção. Nada que alguém já não tivesse me dito antes. Mas de alguma maneira, dessa vez, as palavras entraram, compreendidas e aceitas. Elas foram estrategicamente largadas no ponto certo, na hora certa. Bem no alvo. Foi como se alguém abrisse uma janela para arejar com vento fresco um quarto abafado e já sem oxigênio.
Respirei. Enxerguei. Relaxei!
Tô seguindo meu baile, e você aí?
Nas mesas de bar...
Me deixa pô!
P.S.I: É comprovadamente científico que as pessoas que convivem demais comigo possuem uma redução gradual de álcool no sangue, mas não me perguntem porquê, não tenho nada com isso! :)
P.S.II: Desculpem, tava sem saco de fazer um texto bonitinho com calma!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Síndrome de Romeu e Julieta
Fiquei pensando no porquê de termos essa tendência à Síndrome de Romeu e Julieta. Por que teimamos em acreditar que um amor é melhor, maior ou mais verdadeiro só por que é difícil? Por que achamos que devemos sofrer só porque gostamos de alguém? Por que cargas d'água gostamos do que é praticamente impossível? E por que, Deus, por queeeee afirmamos que uma paixão é amor, assim, com a maior convicção do mundo, sem nem ter dado tempo de comprovar isso?
Existe algum grupo de pesquisadores que está estudando isso? Alguém tem alguma resposta? Freud explica? Será que estamos contaminadas pelas historinhas dos contos-de-fadas, pelos filmes românticos, pelas novelas mexicanas e pelo diabo-a-quatro? Respostas, por favor, respostas!
Gente, sinto em informá-los que não estamos em um filme de Hollywood. Mas calmem, sonhadoras, isso pode ser uma coisa boa. Isso quer dizer que não somos mocinhas - nem bandidas. Portanto, não precisamos sofrer até o dia em que encontraremos o grande amor da nossa vida, que cessará toda e qualquer dor e que fará com que esqueçamos tudo o que já sofremos.
Eu tenho a teoria de que a vida não precisa ser como o poema. Sabe? Aquele que dizia
"João amava Teresa
que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém. (...)"?
É bem melhor quando as coisas fluem facilmente, as pessoas se entendem, se atraem umas pelas outras, ficam juntas e só. Simples assim. São felizes - é, isso mesmo: elas são felizes sem que precisem passar por empecilhos. Isso existe. Ninguém precisa passar por enormes provas de amor para merecê-lo. E não precisa nem ser para sempre. Quem foi que criou a regra de que cada pessoa tem direito a apenas um amor durante a vida? Eu não fui consultada - se fosse, votaria contra. Acabou? Sacode a poeira e parte para outra.
É claro que não me tornei imune à sofrimentos amorosos e afins. Mas pensar com otimismo ajuda. Ah, como ajuda...
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Adolescência Cruel
E eu, lá com os meus 11, 12 anos, me inscrevi pra jogar handball nas olimpíadas escolares, que aconteciam sempre em outubro. Não que eu jogasse maravilhosamente bem. E por isso mesmo me botaram na reserva (ahuhauha). Que droga.
Mas tudo bem.
E, naquela época, eu odiava as minhas orelhas. Odiava mesmo! Pra mim eram as maiores orelhas do mundo, e o único jeito de esconde-las era deixando o cabelo todo solto até a frente do rosto, tipo PRIMO ITT, da família Adams, pra não dar chance de elas, as orelhas, aparecerem.

Então, no dia do jogo, para poder enxergar a bola, eu tive que prender as minhas míseras franjas compridas em uma mecha rala, amarrada com uma borrachinha atrás da cabeça, de maneira que o restante do cabelo continuasse escondendo os meus exemplares de Dumbo.
Lá fui eu. O jogo começou e eu fiquei lá, bem quieta, na reserva. E, àquela altura, eu já nem queria mais jogar, pois a franja não parava de soltar e cair no meu rosto, e eu precisava prende-la de novo, toda hora. Por que eu simplesmente não fiz uma merda de um rabo de cavalo?
Eis que o apito soa, com uma falta em cima de uma jogadora do meu time. Ela teria que ser substituída, e eu comecei a suar frio. E a rezar. Por favor, não me coloquem, não me coloquem. Por favor!
-PAULA!!! Tu vai entrar!
Me puxaram pelo braço e, quando vi, estava no meio do campo, com o cabelo todo na cara.
Prendi como pude, preservando ao máximo as minhas “orelhinhas”.
Lá vem a bola!! Lá vem! Peguei! Irruuuu!!!
Saí correndo e quicando a bola e nem vi a JAMANTA que vinha contra a minha pessoa. Uma guria desgraçada, que vou chamar aqui de Jamanta (e que pesava o triplo do meu peso e media o dobro da minha altura), me jogou longe no melhor estilo futebol americano misturado com cavaleiros do zodíaco.
Quando eu vi estava no chão, esfolada. Sem bola. E com dor. E pagando orelhinha! Shit!!! A jamanta me tirou a bola e saiu correndo em direção ao gol. E eu fiquei ali, estatelada, com um braço levantado pedindo falta – a qual todo mundo viu, menos o juiz. Claro. É, as manifestações revoltadas da torcida não adiantaram lhufas. O jogo seguiu.
E eu me levantei, toda errada, e fui substituída.
E essa foi a minha participação no handball olímpico-colegial.
E depois dessa, nunca mais. Virei nerd.
A Jamanta eu vejo por aí até hoje. Ela continua com o triplo do meu peso, porém com a mesma altura de antes. A vida há de ser justa.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Momento Cultural
domingo, 19 de abril de 2009
Drama Queen
domingo, 8 de março de 2009
Medo do quê?
Bom, mas para estrear minha primeira postagem, eu queria falar sobre o medo.
É sentimento típico do ser humano, se é que podemos dizer que é um sentimento, uma vez que muitos seres vivos possuem mecanismos de defesa que podemos dizer que são manifestações de medo e, bem, deixa pra lá que isso é outra história!
Um dia desses, naquelas rodas de amigos e amigos dos amigos e pessoas que a gente nem sabe de onde surgiram, alguém comentou: eu não tenho medo de nada. Simplesmente, não sinto medo.
Quê???? Ôpa? Helouu?
Não creio. Não mesmo. Todo mundo, eu disse TODO mundo, tem medo de alguma coisa. O que é diferente é DO QUE se tem medo. Mas ele sempre está ali. Na espreita. Os batimentos cardíacos aumentam, as mãos ficam frias e suadas, as pupilas dobram de tamanho. Pura química.
Pode ser de barata, ginecologista, altura, agulha,aranha, moto, bicicleta,dentista, leão, mulher, homem, amor, criança, espírito, ET, macumba, ladrão, pai, mãe, doença, morte, sangue, monstros, filmes de terror, se paixonar e mais um montão de coisas!!
Não importa o que for, todo mundo o sente. E, às vezes a gente até tem vergonha de confessá-los, pois pode parecer ridículo para os outros. Mas pra nós não é, pelo contrário, é assustador. E por isso a gente sempre foge do que tem medo. É uma reação instintiva, afinal, não é à toa que tomamos uma descarga de adrenalina: ficamos preparados para a fuga.
Sim, isso mesmo. Adrenalina pura. Quando recebemos uma descarga desse hormônio no nosso organismo, preparamos o nosso corpo para reação de luta ou fuga: ou matar ou fugir. Lembram disso, das aulas de biologia? Pois é. Enquanto nossos ancestrais utilizavam esse mecanismo de defesa para fugir dos leões ou matar um outro bicho pra comer, nós "herdamos" isso para "fugir" da aranha sinistra do banheiro, ou da cobertura do vigésimo andar que aquela nossa amiga se mudou semana passada e insiste pra gente ir lá "olhar a vista".
Ou seja, não tem como "não ter medo de nada". É algo tão natural como fazer cocô, por exemplo.
Tem pessoas que tem mais medo do que outras. Ou melhor, tem pessoas que administram melhor seus medos. E tem outras que tem medo de poucas coisas, enquanto outras tem medo até da sua própria sombra.
Eu confesso que tenho medo de bastante coisa. Algumas estão ali na lista que eu citei. E outras não vou me lembrar de escrever aqui. Quando elas surgem, eu lembro que tenho medo delas.
Eu confesso também que sou bastante medrosa e que pra mim é bem difícil lidar com meus medos. Mas, acredito que venho melhorando com o tempo e que não tem muito mais do que fazer a não ser aprender a administrá-los, afinal, não deixa de ser um mecanismo de defesa.
E você, tem medo do que?
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Sobre Compras e Aves
Não. Não é que eu seja uma pessoa super interessada em AVES.
O negócio é o seguinte: eu estou no shopping, com a minha mãe, há nada mais nada menos do que 4 horas. Desculpem as meninas que ADOOOORAM, mas é de mais pra mim.
Por isso eu estou aqui, sentada nessa poltrona super confortável dessa loja imensa, agora lendo sobre beija-flores... hum... existem mais de 300 espécies de beija-flor. Vocês sabiam?
