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terça-feira, 28 de junho de 2011

Deixa só eu falar, tá.
Deixa eu falar, que hoje tô meio assim, raivosa, e resolvi descontar toda essa minha raiva nesse coiso aí de cima. Olha, gente, assim ó, pelo amor de deus, alguém me explica como pode alguém ter chegado numa loja de sapatos, apontado pro modelinho a cima e ter dito quero provar esse. Não contente o suficiente, a pessoa compra. E usa até hoje. 
Esse estilo tijolão já era horrível na época que foi lançado. Imagina hoje!

Tá, tá...
Quer usar, usa.

Mas vê se nao cai!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

É difícil não perdê-lo...

Eu: Você não pode me deixar agora, você prometeu!

Ritmo: Eu sei, eu sei que prometi...mas, você já não me trata mais como antigamente. Onde foi parar toda aquela atenção, toda aquela disposição?!Desculpe, mas eu preciso seguir meu rumo, procurar alguém que realmente me queira, entende?!

Eu: Eu vou mudar, eu prometo!Vou acordar cedo, vou fazer café preto pra gente comer com pão de queijo, ficar acordada com você até altas horas da madrugada!por favor, FICA COMIGO!

Ritmo: Bom, tá bom vai!Me dá uma semana pelo menos!Preciso pensar um pouco na vida!Vou deixar você sentir um pouco a minha falta!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Palhaçada, mano!

No ônibus Serraria-Rodoviária, muita gente entra e pergunta pro cobrador se o ônibus para na rodoviária.
Minha vontade é dizer... NÃÃÃO! O nome do ônibus é assim, desse jeito, por causa da numerologia! Sabe como é.


domingo, 23 de maio de 2010

Da série: Esquizo!

Às vezes a realidade fica tão insuportável que dá vontade da gente se jogar pra dentro da nossa mente, juntinho dos sonhos, das coisas idealizadas, de tudo tão perfeito, mas tão perfeito que...daqui a pouco dá vontade de voltar pra vida de novo até ela ficar, novamente, insuportável.

domingo, 6 de dezembro de 2009

DROPS Nº 33

Depois de um tempão, voltei a ter TPM. Fico insuportável, chata mesmo. Nem eu me aguento, não tenho paciência pra nada. Dou foras nada delicados em qualquer um que ousar se aproximar de mim - e não entendo por que cargas d'água as criaturas se aproximam de mim justo nesse dia! Na hora eu penso que a pessoa merece mesmo levar um fora grotesco, afinal, não viu que eu estou irritada, pô?! Depois passa e eu me arrependo de ter sido estúpida. Mas aí, já foi. É a vida.

É... nesses dias eu vejo como sou uma idiota. Provavelmente vou acabar solteira. Fazer o quê, né... é a vida.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009


Mas me diz se às vezes a gente não esquece das coisas...?
Eu esqueço das coisas e mesmo assim não deixo de fazê-las. Sabe como? Porque já viraram cacoete. Rotina. Um fazer sem pensar.

Um fazer sem pensar!!! Economia de neurônios! Cabecinha no automático. Oh!

Paremos!!! Pensemos!
Isso aí é um cacoete ou você realmente quer fazer o que está fazendo? Você quer? Você quer?



quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Semaninha do Cão

Domingo, dia 13: seu cão (um husky grande e peludo) consegue invadir seu quarto pela janela, fugindo do barulhos dos fogos de artifício, e quebra sua luminária de cabeceira, que é linda e exclusiva, além de um copo de vidro cheio d’água, que molha todo o chão e o tapete, e pra finalizar, sobre na sua cama com as patinhas embarradas, sujando e enchendo de pelos seu lindo cobertor e seus travesseiros com fronhas até então cheirosas. Ugh. E você só descobre que isso tudo aconteceu quando chega em casa 1 hora depois. Ah... tudo bem, dá pra limpar, não dá?

Segunda, dia 14: Chega uma correspondência. Multa. Toma aí, 4 pontos na sua carteira. E pague, por favor, 85 reais. Ah, você nunca toma multa, não é mesmo?.... Mas...okey... foi justo. Você sabe que sim.

Terça, dia 15: Falta dinheiro na hora de pagar seu almoço. Pede então pra balconista gentilmente aceitar que você volte para pagar daqui a pouco. A mulher não perde a oportunidade de fazer uma cara feia pra você, antes de aceitar sua proposta. Compreensível. Ela está no direito dela. Você é que se acostumou com o cartão de débito e é quando almoça nesses lugares xinfrim que se lembra que espeluncas tipo essa nunca tem maquininha de cartão. Paciência.

Quarta, dia 16 (hoje): Fato 1. Você trabalha direitinho, não deixa nada pendente. E agora está trabalhando há duas horas em cima de tabelas cheias de números que devem ser corrigidos. Um trabalho pesado e que nem é de sua competência, não é mesmo? Mas você aceitou fazer porque é uma pessoa legal. Ou uma banana. Ou ambos. Depois de um certo tempo, seu cérebro não consegue mais ter lucidez para ler os números corretamente. Você então resolve parar 5 minutinhos pra desembaralhar sua cabeça e seus olhos: pausa para tomar uma aguinha e ler o seu email. O problema é que o seu chefe chega perto de você nesse intervalo de 5 minutinhos. Obviamente a cena que ele vê é você na Internet bebendo água fresca e as tabelas lá, esperando em cima da sua mesa. Diante disso, ele diz que aquelas tabelas cheias de números tem certa urgência. aaah...

Quarta, dia 16 (hoje): Fato 2. “batida” de carro. Okey, nem foi batida, foi um encostão. Cacete, logo agora, você pensa, enquanto assiste aquela mulher arrogante descer do carro e anotar a sua placa e o seu telefone, com ar superior, dizendo que vai te encaminhar o orçamento do conserto doarranhãozinho microscópico que você fez na lataria daquele carro de merda. Viu, se você não estivesse fugindo do flanelinha e estivesse prestando mais atenção no trânsito, isso não teria acontecido.


GAAAAHHH!


Tô pensando se espero a semana acabar ou se vou me benzer hoje mesmo.

hm.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Dia da Uva

O que faz uma pessoa se vestir, de cima a baixo, todinha, todinha de roxo?
Blusão roxo, manta roxa, calça de veludo roxa, polaina roxa e, pra combinar, bolsa roxa! Tudo junto!

Ai, não aguento essa gente.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Momento Mulherzinha 2

Estou totalmente num momento mulherzinha!!

Cansaço, crises de choro, dores, nervosismo, carência, solidão.

Mas vocês me entendem, não é? Então tá.

Aliás, que tão solitário é esse mala de trabalho final?? credo...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

da D.R. à Delicadeza

Odeio discutir a relação. Acho D.R. um saco. E qual não foi a minha surpresa quando me vi exatamente nesta situação! Pior do que isso: eu que causei a crise. E calma, ainda tem mais: eu que comecei a D.R.!
Mas ela foi necessária, afinal de contas, eu mesma provoquei a crise, como já disse. Esta contradição só comprova que mulheres são, sim, seres complicados. Talvez eu seja mais do que a média... mas prefiro acreditar que somos todas assim.

Lá estou eu, toda feliz, serelepe, com o meu bom-humor habitual, quando, de repente - devido a fatores externos combinados com flutuações hormonais - me vejo furiosa, uma onça! Mordida de ciúmes, cega de raiva e ao mesmo tempo triste e com a sensação de estar sendo enganada. Eu, sendo uma mulher sensata e (tentando ser) bem-resolvida, o que faço?
a) Paro, penso, analiso e vejo que é tudo uma grande bobagem?
b) Espero o moço aparecer com uma explicação e me acalmo?
c) Tenho um ataque de nervos e digo tudo o que me vem à mente, doa a quem doer, chorando que nem uma louca?

Obviamente escolhi a opção 'c', porque sempre tomo as atitudes mais imbecis quando estou assim, vulnerável.

Como podem ver, a minha crise ocasionou outra crise. Que loucura!!! Sim, o que mais eu poderia esperar? Afinal, as palavras podem, com certeza, machucar as pessoas, ofender, por mais que sejam faladas da forma mais correta e educada possível. E claro que só me lembrei disso depois de ter falado tudo e mais um pouco, sem nem parar para ouvir o outro lado da história.

Como era de se esperar, o estrago estava feito. Não tinha mais como voltar atrás, mesmo depois do meu arrependimento ao ver a mágoa/raiva/tristeza que causei dizendo as coisas absurdas e neuróticas que eu disse. Ah, se arrependimento matasse...

Durante a D.R. as coisas foram se resolvendo, as explicações foram aparecendo e eu - me sentindo muito envergonhada pelo 'momento mulherzinha neurótica total' - faço a única coisa que poderia fazer naquele momento: peço desculpas. Mais do que desculpas, peço perdão, compreensão, digo que finalmente entendi o outro lado da história. Peço desculpas de novo, dessa vez não pelas palavras, mas pelo meu comportamento irracional e infantil. E tudo isso de verdade, sinceramente, do fundo do meu coração. Se eu pudesse voltar atrás e não dizer nada, com certeza o faria... mas isso, infelizmente, não é possível.


Aí vocês pensam: que bom, deu tudo certo! Um final feliz!


Quem me dera! Dias depois eu percebo que não foi bem assim. A D.R. pode até ter deixado as coisas mais claras, explicado as duas situações, mostrado os dois lados da história... mas a mágoa que eu causei ao dizer aquelas palavras impulsivas ainda não passou. Sim, caros leitores: eu levei um gelo. Diria até que foi merecido, mas saber disso não bastou para evitar a ansiedade, a angústia, os pensamentos insistentes sobre o mesmo assunto. Estava me sentido pesada, (in)tensa, carregada... O fato é que a instabilidade inerente (?) às mulheres assusta os homens... e ainda não sei se discutir a relação ajuda ou só reforça essa imagem de mulher-bomba, pronta para explodir sem aviso prévio.

Eis que surge aquela pessoa que sempre aparece quando mais preciso: a amiga! Mais do que amiga: a minha amiga-conselheira, que vê tudo com olhar analítico e me diz tudo da maneira mais sincera. Assim, no meio da tarde, ela arrumou um tempinho para mim e veio aqui em casa me ouvir, contar histórias parecidas que ela já viveu, me dar conselhos, me acalmar. "Julia, tu fez a tua parte... errou sim, mas reconheceu o erro, pediu desculpas, entendeu o outro lado. Agora não tem mais o que fazer, depende só de como ele vai assimilar a situação, de como ele vai lidar com isso." Então tá! É mesmo! Ela está certa. Isso me acalmou. A ponto de conseguir deixar um recado para o rapaz em questão:

"Fulano, gosto de deixar as
coisas claras. Por isso vim aqui te dizer que, se eu sumir por uns tempos, parar de deixar recados pra ti e tal, é porque notei que tu quer ficar quieto, dar tempo ao tempo, não falar comigo, ou qualquer coisa assim, e não porque eu quero isso. Vou te deixar bem livre pra falar comigo quando quiser, quando sentir vontade, da maneira que achar melhor, afinal, é fácil me achar! Vou estar sempre de coração aberto pra te ouvir, e desejo toda a felicidade do mundo pra ti, perto ou longe de mim, da maneira que tu achar melhor.
Eu sei que é estranho um 'recado-pra-dizer-que-nao-vou-mais-deixar-recado', mas...
Enfim, te adoro e continuo sentindo por ti o mesmo que eu sempre te disse, com a mesma intensidade. E acho que cabe a ti decidir se quer receber esse sentimento ou não. Quero muito que nossa história continue e dê certo, mas isso não está nas minhas mãos nesse momento. Com certeza, vou sentir tua falta e falta de te escrever aqui.
Beijos com todo o meu carinho.
Ju"

E fazer isto não me curou 100%, nem vai curá-lo 100%, mas me deixou mais leve, mais tranqüila, sentindo uma delicadeza em volta de mim. Entreguei a Deus, ao Universo, ao Destino ou seja lá como queiram chamar... me deu uma sensação de alívio!

E saí cantarolando pela casa, como sempre faço quando estou feliz!

:)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Nova Lulu & O Lado Pink da Força

Dia típico na vida: uma chuva meia-boca, um filme repetido na TV, cem coisas pra fazer e zero vontade. Pra dar uma afastada na preguiça dominante do corpitcho, resolvo tomar um banho quentinho e reconfortante, ficar cheirosinha e maciazinha e voltar a (fingir) trabalhar. Vamo lá. John Mayer lindamente solando um blues (porque até no banho ele me acompanha... ui.), apetrechos banhísticos oquêi, aquele suspiro de satisfação guardado pro momento em que a água quentinha chegar, e... carááái. Nada de água quente. Nadinha. Neca pau. Com aquela minha calma típica de monja tibetana, chamo o macho mais próximo (porque eu sou princesa e não posso me arriscar a tomar choque, por supuesto), que prontamente ignora o fato, alegando ter mais o que fazer. Comoassééém?? Como se não fosse importante o fato de eu estar ali naquela situação, necessitando ardentemente dos meus cheirinhos de morangocomchampagne e de uma aguinha na cútis! Pois sim. É muita insensibilidade, mái góde. Bem, diante de tamanha indiferença, o que eu fiz? Esperneei e gritei palavras de baixo calão? Fiz chantagem emocional lançando mão da milenar arte de fazer beicinho? Subi numa p**** de um banquinho pra tentar resolver o entrave, arriscando me estabacar no chão ou resolver sozinha e ainda sair com ar de superioridade? Nããão, fía. Eu fiz o de sempre. Dei uma respirada, peguei minhas lentes cor-de-rosa e fui pro outro banheiro, pensando que "tudo bem, não me custa tomar banho naquele chuveiro horrendo e ficar catando pingo pra lavar o cabelo". Sempre isso, sempre. Dentro de mim coexistem duas inimigas ferrenhas, a Pomba-gira e a Pollyana. A última sempre vence por fora, enquanto a outra destila seu veneno aqui por dentro. Então, catava os pingos daquele chuveiro meio gelado e pensava no quanto isso me incomoda, saca? Não o chuveiro, mas essa pollyanice toda. Essa coisa de sempre falar as verdades (porque eu falo as verdades, sim) do jeito mais rosinha, mais queridinho, mais positivinho. Inho, inho, inho. Essa mania de "tudo bem, querido... eu não gostei do que você disse/fez, mas eu não sou de guardar mágoa, tudo bem". Senhoooouuur, cadê a pomba-gira quando eu preciso dela??? Pensei num monte de situações em que eu precisei da maledeta da pomba e ela não girou, e no que eu diria se fosse subitamente dominada por um lado negro latente. No lance do chuveiro, por exemplo. Certamente a pomba urraria em alto e bom tom que se a p**** do chuveiro não tá funcionando é porque o macho em questão não fez a p**** da instalação direito, porque ele é um p**** de um pão-duro metido a sabichão e que resolveu fazer ele mesmo a p**** do trabalho da p**** eletricista. P****!!! Não resolveria o problema, mas quem sabe desse um alívio meio mórbido e eu ficasse cheia de razão, com um sorrizinho cretino no canto da boca. Me empolguei no pensamento e vislumbrei que talvez eu me enchesse de ousadia e perguntasse pra Fulano se ele comeu cocô quando decidiu ficar com aquela mocréia-com-cara-de-turca (deixando claro que eu não tenho nada contra os turcos em geral, só contra essa manceba em específico, claro), que não deve ser nem metade daquelas coisas que ele adorava que eu fosse e que... ah, nem vou comentar. E que se fez essa escolha, que me deixasse em paaaaz, fióte! E talvez dissesse pra Beltrano que se ele não parar de me olhar com aquele zoínho que me deixa molenga e de aparecer nos meus sonhos daquele jeito, desprovido de roupa e vergonha, um belo dia eu vou esquecer a phinèsse que papai do céu me deu e jogá-lo na parede, chamando o rapaz de Lagartixa sem chance de defesa. Aí eu quero ver só. Rãh. E se sobrasse pomba-girice, diria pra Ciclano desistir de uma vez, porque ele nem é aquela coisa toda como ele pensa que é e que, putaqueopariu, o papinho pra lá de furado já não me convence desde os meus tenros 13 anos. Se o pobre não entender, eu desenho! E diria também pra umas e outras pessoas que sequer fazem parte da minha tigrada (porque essa merece tudo!), mas pensam que meus ricos ouvidinhos não são latrinas que NÃO, EU NÃO QUERO ouvir lamúrias depressivas e repetitivas e com as quais eu não tenho nada a ver e que NÃO, EU NÃO TENHO as respostas pra todas as aflições da humanidade, for god sake. E mais um tantão de coisas que a cor-de-rosice não permite escrever assim, agora. Enfim, depois desses pensamentos muito libertadores e pouco tibetanos, saio do chuveiro disposta a mudar alguma coisa. Puta da vida, mesmo. Eis que encontro o estopim da história no caminho, que me pergunta (com uma cara deslavada) se eu consegui tomar meu banho direitinho, "porque aquele chuveiro é uma bela m****", afinal. Era o que eu precisava: junto toda a energia, cerro os punhos com toda a minha raiva e respondo, prontamente, com um olhar ameaçador: "sim, e até que não tava tão ruim...". E sigo cor-de-rosa, porque o negro não me cai bem, mesmo.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Um Desabafo:

Minha história com o trânsito é relativamente recente. Dirijo há sete anos, quase todos os dias, pelas ruas de Porto Alegre e também, de vez em quando, por algumas estradas do estado.
E eu confesso: no início da minha vida de motorista eu adorava dirigir. Tinha aquela sensação de liberdade, de “eu posso ir aonde quiser”, de independência. Que maravilha!
Bom, há sete anos atrás, a hora do rush era bem definida: começava as 18hs e às 19hs o trânsito voltava ao normal. Em 2002, a quantidade de carros na rua era até que grande, mas compatível com a maioria da malha viária da cidade. A tranqueira era na hora do rush e FIM! Pô, normal né.. E isso não significa que não tinha stress no trânsito. Claro que tinha. A galera se xingando, um achando que tem razão e o outro também, um “vai te fuder” pra cá, um “toma no cu” pra lá. Essas coisas.
Tinha até uma época que eu achava que poderia “educar” os motoristas, baixando o vidro e falando alguma coisa do tipo: “minha senhora, a senhora não pode parar aqui, é proibido e tu tá trancando todo o trânsito.” ou “meu deus, criatura! não atravessa no sinal fechado pra ti!”. Frases até muito educadas quando se trata do ambiente “trânsito”.
Outra solução que acabei adotando mais tarde foi o “deixa pra lá”. Tinha concluído que não adiantava discutir no trânsito, onde todo mundo acha que tem razão... inclusive eu mesma. hehe
Pois então. O tempo passou.
De uns tempos pra cá, o número de carros nas ruas, triplicou, quadruplicou, setuplicou... sei lá aumentou na potência de mil!!!! Claro que é exagero, mas é a impressão que eu tenho. E junto com esse aumento também veio o aumento da falta de educação dos motoristas e a diminuição da paciência.


A hora do rush é entre as 7hs da manhã e 9 da noite, com picos insuportáveis entre 6 e 7 da noite.
Hoje algumas pessoas fazem o que querem no trânsito! É VERDADE!
Hoje a galera acha que basta ligar o pisca-alerta para poder ficar parado numa avenida movimentadíssima para largar o seu filho bem na porta do colégio ou pra esperar a sogra voltar do banco. Quem vem atrás que espere ou que tente desviar .
A galera esquece de ligar o pisca-pisca para alertar quando pretende dobrar. As pessoas simplesmente reduzem a velocidade do nada, e dobram. E o bundão que vem atrás que se ligue!
Os motoqueiros acham que são autoridades! Os motoristas também. Os motoristas de ônibus idem. Os de caminhão nem te enxergam.
E as discussões vão além dos xingamentos. Manda um motorista que tem um parafuso a menos – mas obviamente tu ainda não sabe desse detalhe – tomar no cu e o cara desce do carro apontando uma espingarda na tua cara. Sorte tua se ele não disparar.

Mas o que eu vou fazer? Hoje eu não consigo mais adotar aquela ideologia do “deixa pra lá”... porque simplesmente é impossível pra mim. Admiro quem deixa pra lá... mas ao mesmo tempo, acho essas pessoas sem atitude. COMO ASSIM?! O cara costura todo o trânsito, a mil por hora, em cima da sua moto, sem que eu consiga acompanhar essa história toda pelo retrovisor, corta a minha frente fazendo com que eu quase atinja a moto e, ao buzinar em reclamação, eu sou xingada?! Ah Não! Já é demais! Eu mando é tomar no cu!!! Senta na piroca, ô filha da puta!!! Acha que a rua é tua?! Vaza da minha frente!!!!
Sim, aí eu sou a louca! (eu deveria “deixar pra lá!, concordo)
Mas aí aquela raiva toda, aquela que muitos motoristas hoje tem acumulada pelas horas diárias de trânsito, explode dentro de mim. AAAAAAAAAARGHHH!!!
E o motoqueiro é daqueles que encara pra te intimidar!!!!!! RÁ RÁ RÁ!!!!!!!!
A mim, não seu fulano! Desgraçado!!!Acha que é quem? Ó pra ti: __ (dedo do meio em riste)
Pronto: o motoqueiro, obviamente um daqueles com parafuso a menos, tira proveito da sua condição de motoqueiro, e passa a chutar a lataria do meu carro, no meio da avenida, aos berros de “vagabunda” pra baixo. E eu, na minha 'santa' mania de querer responder um nível a cima, baixo o vidro e digo: “ESCUTA AQUI, Ô. TU COSTURA TODO O TRÂNSITO, A MILHÃO, FECHA O MEU CARRO E ACHA QUE TÁ COM A RAZÃO? NINGUÉM É OBRIGADO A TE ENXERGAR PELO TRÂNSITO DESSE JEITO!!” E pronto. Foi a gota d’água pro maluco dar um coice no espelho retrovisor e esbravejar no meio da rua, urrando loucamente como um gorila maluco.
Eu sei, eu sei. Maluca sou eu de me meter. Maluca sou eu de xingar o cara, “só” porque ele é mais um barbeiro solto na rua, a correr por aí com a sua moto. Vrrrruuum.
Sim.
Eu finalmente desisti.
Eu odeio dirigir. E o motivo não é o maluco, que surtou e agrediu meu patrimônio, meu carrinho, que é pequeninho, mas é meu. Não é o cara que tranca todo o trânsito apenas em benefício próprio, “ vou ali tirar dinheiro e já volto”. Não são os idiotas que acham que tem prioridade na estrada, e botam seus carros a correr pelos acostamentos, enquanto os “bundões” (ou cidadãos honestos, como queiram) continuam a esperar, na sua pista, o trânsito andar.
O motivo pelo qual eu odeio dirigir sou eu mesma. Eu virei um deles. Sim, porque no trânsito tu tem que ser muito, muito forte psicologicamente... e seguir friamente a ideologia do “deixa pra lá”. Ou tu entra na guerra.
E quando eu me vi, eu já estava fazendo coisas como colocar a mão pra fora do carro, fazendo um gesto obsceno para um motorista que me ultrapassou pela direita. Ou odiando pedestres que atravessam fora da faixa de segurança, me atravancando o caminho. E quando eu reduzo pra não atropelar esses pedestres, o carro que vem atrás já solta um super buzinaço no meu ouvido (e no de todos que estão em volta), como se o que eu estivesse fazendo fosse algo sem cabimento. PASSA POR CIMA ENTÃO! PORRA!


Sempre quando dá, dou uma de justiceira, estreitando o acostamento pra que nenhum babaca, achando que teve a "grande idéia do malandro", utilize o acostamento quando o trânsito está devagar pra todo mundo. Por que ele tem que ser o diferente? Por que ele vai passar, enquanto todo mundo está esperando, pacientemente ou não??? Vai se fuder!


E, às vezes, pra não gritar pela janela cada vez que alguém faz alguma merda, eu mesma me pego esbravejando dentro do carro, dizendo mil palavrões para dar um escape ao stress.


E obviamente faço merda no trânsito de vez enquando. E eu admito. Porque uma criatura estressada e enlouquecida, às vezes perde a noção. Mas sei que isso não justifica o erro.
Então o trânsito acaba sendo um lugar onde eu definitivamente não quero estar. Ando mais rápido pra chegar ao meu destino logo, e os “lentos” que andam nos corretos 60km/h, acabam sendo os malas do trânsito.
O meu sonho é que eu consiga ir a pé ou de bicicleta ao meu trabalho.


O trânsito de hoje me exige muito mais tempo do que eu quero dar.

Nesse meu texto, eu generalizei em diversos pontos. Eu sei que nem todos os motoristas são assim (seja de caminhão, ônibus ou motociclistas).
E também concordo que ele pareça pessimista.
Mas quem anda no trânsito todo dia sabe do que estou falando.

Enfim... depois desse desabafo, eu desejo boa sorte pra nós.