sexta-feira, 27 de março de 2009

DROPS Nº 13

Quando se trata de homem, eu tenho aquela pose... sabe?
Aquela meio blasè - entusiasmada às vezes, mas com discrição. Nada muito efusivo, que é pra não espantar. Longe de ser fria, bem pelo contrário... mas até ter alguma certeza, eu mantenho a distância regulamentar que a vida me ensinou. Assim, só por garantia.

Parece que foi ontem que eu ainda pude me ver aqui, do alto da minha auto-confiança, segura na minha distâ
ncia. Ou, pelo menos, pensava estar. Até que um fato que, teoricamente, devia me afastar, teve o efeito contrário. Me fez enxergar coisas que eu não queria ver. Ou que fingia não querer. E deixava ali, debaixo do tapete, junto com os outros tipos de poeira que a gente costuma esconder.

E eu descobri que me importo.
Me importo e sinto a falta.
Me importo, sinto a falta e quero de volta.

Talvez tarde demais.

(Mesmo que o lugar das tuas mãos seja aqui, enredadas no meu cabelo.)

6 comentários:

Paula disse...

eu também, quando não tenho certeza, mantenho a distância regulamentar.
Bom termo: distância regulamentar.

Ju disse...

talvez sim, talvez não...

Carol disse...

chega uma hora que é tarde demais e tu nem sabes mais se estas numa zona segura para manter distancia, ou se fudeu, fudeu tudo e tu ficou louquinha de paixão. Às vezes, a gente nao controla.

CADU disse...

Pra mim distância regulamentar é 11 metros e 15, que é distância que a barreira têm que ficar na hora da cobrança da falta. A regra é clara!!
P.S.: Tô brincando, tô longe de ser insensível.

Julia disse...

hmmmm...

Rafa disse...

Olha só, Lulu com passion feelings... quem diria!

E Cadu, não queira facilitar tua vida de cobrador de falta, ainda são 9 metros e 15... ou mudou a regra e não me avisaram? Bom, pode ser. Faz tempo que não participo de competições oficiais. Aquele Blatter queria até aumentar o tamanho das goleiras!