terça-feira, 9 de agosto de 2011

sobre cães e a imagem que queremos (ou não) passar

E aí, gentem, tudo bem? Como vocês estão? Tudo certo aí? Bah, legal.

Eu tô bem... bem filosofante.
Vou contar minhas constatações de hoje. 
Então. Como estou andando direto de ônibus, observo a cidade com muito mais atenção, filosofo e aproveito o tempo de uma maneira diferente. E, por mais observadores que possamos ser, não conseguimos ter esse tipo de atenção enquanto motoristas. Posso dizer que sou uma pessoa muito mais legal por voltar a usar o transporte público, posso??? :D

Com meus olhinhos observadores, passei hoje por um outdoor com a propaganda da exposição dos Dinossauros da Patagônia, que tá rolando no Barra Shopping. Aí fiquei analisando os elementos do cartaz: nele continham informações como data e localização da exposição, valores, um fóssil de tiranoussauro (até aí, tudo certo) e, que tal?, UM CACHORRO.
Um cachorro no poster de promoção de uma exposição de dinossauros. 
Pensando racionalmente... o que isso tem a ver com  aquele cão, não é mesmo? 

Fiquei então tentando imaginar o cartaz sem o cão. Não ficaria tão simpático. O cão, que nada tem a ver com o dinossauro, fez com que eu tivesse mais interesse na exposição em si. O cão, que é uma criatura que desperta simpatia na maioria de nós, humanos, foi utilizado certamente como uma ferramenta - a simpatia despertada por ele faz com que olhemos com mais simpatia também para aquilo que querem nos vender. Espertos! Agregam as características do cão a outro produto. Reparei isso em propaganda de carro também. Não me lembro qual era a marca ou modelo, mas na cena final da propaganda aparece um canino sentado no banco do motorista, com as patinhas no volante. O carro ficou muito mais simpático pra mim.
Outra coisa: vocês já notaram que as pessoas se aproximam ou sorriem com mais facilidade quando estamos passeando com um cão? E, pensem bem, elas se aproximariam do mesmo jeito se estivéssemos sozinhos? Não. Quem tem cão, e passeia com ele de vez em quando, sabe do que estou falando.
Vejam bem, às vezes isso nem é consciente. Acho até que, na maioria das vezes, não é.


Poderia ir mais fundo nesse pensamento e questionar: que outros elementos agregamos ou afastamos da nossa imagem para passar algum recado? Outra pergunta: às vezes colamos alguma imagem à nossa, mesmo que ela não tenha nada a ver conosco (como fez a exposição dos dinos), para que sejamos mais ou menos aceitos?

3 comentários:

Rafa disse...

É verdade. O mesmo acontece com bebês. Dogs, baby's (iG, Oi), transmitem uma empatia e sinal de que o dono (ou produto) é carinhoso, terno, confiável, atencioso, meigo. Além de ser ótimo pra puxar assunto. “O cachorrinho tem telefone?” ¬¬

Paula disse...

Isso, com bebês também.
Ontem mesmo tava conversando com o Marcelo sobre isso, e ele falou dos bebês e da imagem de homens com bebês no colo - tem mulheres que ficam encantadíssimas, vão puxar assunto e tudo mais. ahahaha

Roberta Granada disse...

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