quinta-feira, 30 de junho de 2011

um texto, em linhas tortas, sobre karma e outras desculpas

Então, eu tô fazendo um curso muito legal no centro, e a aula de ontem foi com uma psicóloga.

Tá, assim ó, só pra vocês entenderem: o curso é de Gestão, para nível tático e tal. Eu resolvi fazer porque, além de ter me interessado muito pelo conteúdo abordado, eu preciso aprender a ser chefe. Líder. Tipo, EU PRECISO. Porque eu já sou chefe há dois anos, mas às vezes eu acho que eu não sei ser chefe, entendem?

Mas nem é disso que eu queria falar. Peraí. Vou tentar escrever linearmente. É que, na verdade, pra mim, é mais confortável escrever como se eu estivesse falando direto. Mas aí o texto fica assim, meio misturado. E aí ninguém entende bem o que eu quero dizer e onde quero chegar porque eu tenho preguiça de utilizar técnicas avançadas de redação (oi?). E aí, quando isso acontece, eu sempre ouço a voz do meu pai  dentro da minha cabeça dizendo Paula, por favor, pensa antes de falar, porque desse jeito não se entende nada.

Enfim, eu queria era falar sobre a frase que eu ouvi no debate de ontem, nesse curso.
Eu nem vou explicar muito o contexto, mas foi o seguinte: um colega falou pra turma sobre algumas dificuldades no trabalho. E, depois de reclamar e reclamar, ele classificou aquilo tudo como Karma. Aí a psicóloga, que é toda meio louca e legal e olha a gente bem dentro do olho numa distância máxima de um centímetro do nosso nariz, falou o seguinte: o karma pode ser queimado com o fogo da sabedoria!
Moohhh, que bonito! Ai, tá. Gerei muita expectativa em torno da frase, né? Vocês estavam esperando algo direto do Freud?  Ou do Schopenhauer? Nananana... Tá, mas o que ela quis dizer foi o seguinte: tu pode transformar isso que te incomoda em algo que te eleve. Basta encarar com outros olhos! Mas... o que é encarar com outros olhos?

Conversando sobre isso com a Dê, ela lembrou de um documentário (do qual não lembrou o nome) que dizia que a gente é biologicamente programado pra seguir um padrão de comportamento. Que cada célula do nosso corpo "vicia" no sentimento e se acostuma a ser de um jeito tal. E ,vejam só, é verdade. É só a gente prestar atenção em alguns exemplos: quem é irritado, tá SEMPRE irritadinho com qualquer bobagem; quem é triste, costuma se entristecer com tudo; quem é dramático faz drama com nada; ...e quem leva as coisas na boa, leva tudo na boa - até o que não deveria levar.

Porém...
Porém.
Porém

Isso não é definidor do que somos e de como devemos agir. Nós podemos mudar. Nos podemos nos reprogramar. É mais difícil... mas é bem melhor. É melhor pra nós mesmos e para os outros. E é gratificante.
Fácil mesmo é culpar o karma, ou qualquer outra coisa, fato ou pessoa, por algum problema que, no fundo, está dentro de nós. E como tem gente que gosta de se agarrar, bem agarradinho, nos seus problemas ou karminhas e  choramingar, né? E  conheço muita gente que faz isso, inclusive eu mesma, sometimes. Mas, sei lá, é muito bom se dar conta.

4 comentários:

Anônimo disse...

concordo em gênero, número e grau. Tô tentando mudar minhas células, eheheehe.Bjo
Mariana

Ju disse...

PRECISO mudar minhas células urgente!!

Julia disse...

amei isso. a Dê já me falou sobre esse documentário também e eu também não lembro o nome. nem assisti. mas eu queria e nunca lembro e... enfim... meu karma é não lembrar o nome do documentário e ser condenada a ser loser forever e... ah tá, entendi.

Deni! disse...

o nome do documentário é "What the Bleep do We Know?" (ou Quem Somos Nós? - numa 'tradução' porca, como fazem com os títulos originais).É bom pra pensar a respeito! :)